terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Preparar o Natal com uma boa Confissão

Padre Paulo M. Ramalho

Olá todos!
Vamos continuar a nossa preparação para o Natal. 

Conforme dissemos na semana passada, para que Cristo entre neste Natal no nosso coração precisamos abrir algumas portas. 

Na semana passada falamos sobre a porta da humildade. Gostaria de falar esta semana sobre outra porta importantíssima para que o Menino-Jesus possa nascer no nosso coração: a porta do perdão. 

Podemos dizer desde já que o perdão mantém a porta ventilada para o amor. Numa pessoa que perdoa, o amor transita livremente no seu coração. Seu coração é leve, é capaz de voar alto, respira ar puro. 

Por outro lado, a partir do momento em que uma pessoa decide não perdoar começa a respirar um ar pesado na sua alma, passa a desconfiar de todo mundo, fecha-se, passa a ser corroída pela mágoa e o seu amor ao próximo vai esfriando. 

E Jesus foi bem claro na sua pregação ao estabelecer a relação entre o amor ao próximo e o amor a Deus: um influencia diretamente no outro. “Aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4, 20). E como o amor e o perdão vão juntos, esta frase de Jesus poderia ser dita perfeitamente desta forma: “Aquele que não perdoa seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê”. 

Ou seja: a pessoa que não perdoa corta o acesso que dá a Deus, não pode abrigar Deus no seu coração, não pode ter acesso ao Menino-Jesus no Natal. 

Façamos o propósito, portanto, de tirar qualquer mágoa que esteja no nosso coração. Isto não significa que vamos chamar de certo o que está errado, mas significa que vamos compreender quem nos ofendeu ou ofendeu alguém a quem amamos, apesar de ter agido errado conosco ou com o próximo. Não vamos compreender o erro, mas vamos compreender quem errou. 

Façamos o propósito também de pedir perdão a Deus de todos os nossos pecados que ainda estão no nosso coração. Por isso, uma das grandes recomendações do Natal é que façamos uma boa confissão. 

Sou testemunha da alegria que as pessoas sentem quando se confessam. Sentem-se leves, com paz, com uma profunda paz, e com a certeza de estarem em harmonia com Deus. Vale a pena! Eu estarei esperando quem quiser se confessar neste Natal de braços abertos! 

Agindo assim, já teremos percorrido um bom caminho que leva até a gruta de Belém. Os balbucios do Menino-Jesus já nos parecerão mais familiares e estaremos a um passo de abraçá-lo e festejar o seu nascimento. 

Uma santa semana a todos!

Pe. Paulo M. Ramalho - Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo.

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Preparação do Natal

Padre Paulo M. Ramalho

O tempo do Advento marca o início da preparação para o Natal. A Igreja, preocupada com a nossa preparação para o Natal, oferece quatro semanas de preparação que são as quatro semanas do Advento.

A Igreja quer que, desde já, entremos no clima de preparação. Todos nós sabemos que o Natal é uma grande festa, e, como acontece com toda grande festa, se não houver muito cuidado, alguns preparativos, uma certa concentração, não se tirará proveito dela.

Por que o Natal é uma festa muito grande?

Porque não só comemoramos o nascimento de Cristo, que é Luz e Paz para este mundo, como também recebemos uma chuva de graças do céu para que Ele renasça no coração de cada um de nós. Ou seja, não é só uma comemoração, uma lembrança, mas é o momento em que Cristo “realmente” virá aos nossos corações, renascerá, desde que abramos as portas para Ele.

Por isso, experimentamos esse clima tão mágico do Natal: um clima de paz, de alegria, de fraternidade, de amor etc.

Por isso, convido todos vocês a entrar desde já nesse clima de preparação, porque disso dependerá a quantidade de graças que vamos receber no dia de Natal.

E essa preparação é um desafio:
- porque estas últimas semanas são as mais intensas do ano;
- porque a festa de Natal está muito comercializada;
- porque a festa de Natal está muito paganizada (outro dia uma mãe manifestava a preocupação com o Papai Noel, pois os seus filhos só falam nele e nem sequer falam do Menino Jesus; comentou, então, que vai conseguir uma imagem do Papai Noel ajoelhado e adorando o Menino-Jesus).

Para que nos preparemos para o Natal, dou os seguintes conselhos valiosos:

1. Fomentar, a partir de hoje, a expectativa do nascimento de Jesus rezando muitas vezes por dia esta jaculatória: “Vem, Senhor Jesus, não tardes!”.

2. Oferecer um presente ao Menino Jesus: algo em que nós vamos procurar melhorar daqui até o Natal para que Cristo nasça num coração um pouco melhor. Por exemplo: não vou mais reclamar, vou sorrir mais, vou ser mais pontual, vou pedir desculpas quando ofendo alguém, vou procurar pensar mais nos outros, vou assistir à missa todo domingo etc.

3. Além da árvore de Natal, montar um bom presépio em casa com toda a família. Será uma excelente maneira de fazer entrar pelos olhos o que acontecerá no dia 25 de dezembro. Muitos têm o hábito de fazer oração diante do presépio nos dias que antecedem o Natal. E, depois do Natal, meditam nas lições do nascimento.

4. Procurar fazer uma boa confissão para o Natal.

Para ajudá-los nessa preparação, nas próximas mensagens, falarei sobre as portas que precisam ser abertas para que o Menino Jesus entre em nossos corações.

Uma santa preparação para o Natal para todos!

Pe. Paulo M. Ramalho -Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo.


Contatos: Email (para comentários e marcar aconselhamento): falar.paulo@gmail.com
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Revista Blogosfera

A Revista Blogosfera foi lançada em 5 de setembro de 2011 por Gustavo Freitas e Leonardo Machado. Depois de cinco edições, a equipe responsável pela revista de "blogueiros para blogueiros" cresceu e comemorou o primeiro ano de aniversário com uma edição Jumbo. Quer ler os artigos sensacionais? Entre na página da Revista Blogosfera e faça o download!

domingo, 18 de novembro de 2012

Acesso Secreto - O Vaticano


Acesso Secreto - O Vaticano comove um coração católico e revela toda beleza da nossa fé.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Revisão Necessária

midiatismo
Deixemos de lado a pirotecnia do marketing. Nosso papel, único e intransferível, é ir mais fundo. A pergunta inteligente faz a diferença. E é o que o leitor espera de nós.

de Carlos Alberto Di Franco (Globo, 13/09/12)

Fechamos mais um ciclo do calendário eleitoral. Prefeitos e vereadores estão, teoricamente, próximos da vida dos cidadãos. O eleitor, como sempre, foi seduzido pelas mensagens do marketing político. E nós, jornalistas, não conseguimos fazer o necessário contraponto. Não sou injusto. Reconheço que fomos capazes de produzir excelentes cadernos especiais. Admito, também, que inundamos o leitor com páginas e páginas de cobertura eleitoral. Quantidade não faltou. Mas a hora é de reflexão e autocrítica a respeito da qualidade dessas coberturas.

Os jornais, creio, não conseguiram romper a agenda do marketing dos candidatos. Ataques recíprocos, baixarias e promessas, sem o devido contraponto, ocuparam páginas e páginas dos diários. É difícil imaginar que o leitor, visivelmente desencantado com o show eleitoral, tenha interesse por uma cobertura que não consegue ir além do espetáculo político. Assistiu-se a uma desintermediação dos jornais. A imprensa, em geral, ficou a reboque das pautas dos candidatos, não foi capaz de estabelecer debates sobre questões relevantes e limitou-se, muitas vezes, a repercutir questões produzidas nos programas eleitorais gratuitos.

Em São Paulo, concretamente, as páginas de política foram tomadas por declarações sobre o “kit anti-homofobia”, a influência do mensalão, a possibilidade de José Serra renunciar e as visitas dos candidatos às igrejas. Esse comentário da ombudsman da “Folha de S.Paulo” sobre a cobertura de seu jornal bem poderia aplicar-se à imprensa em geral. De fato, nas muitas páginas que dedicaram ao assunto, os jornais não se mostraram capazes de fugir da pauta ditada pelos marqueteiros, para questionar os candidatos de forma objetiva sobre os problemas da cidade e suas promessas de campanha.

Assistiu-se, mais uma vez, a um show de efeitos especiais. O marketing, importante para a transmissão da verdade, pode, infelizmente, ser transformado em instrumento de mistificação. Estamos assistindo à morte da política e ao advento da era da inconsistência.

Os programas eleitorais gratuitos vendem uma bela embalagem, mas, de fato, são paupérrimos na discussão das ideias. Nós, jornalistas, somos (ou deveríamos ser) o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e desnudar os candidatos. Só nós, estou certo, podemos minorar os efeitos perniciosos de um espetáculo audiovisual que, certamente, não contribui para o fortalecimento de uma democracia verdadeira e amadurecida.

Por isso, uma cobertura de qualidade é, antes de mais nada, uma questão de foco. É preciso declarar guerra ao jornalismo declaratório e assumir, efetivamente, a agenda do cidadão. A busca da isenção não exime o jornalista de questionar os candidatos e detentores de funções públicas e de impedir que usem os jornais para seu marketing político e pessoal.

Deixemos de lado a pirotecnia do marketing. Nosso papel, único e intransferível, é ir mais fundo. A pergunta inteligente faz a diferença. E é o que o leitor espera de nós.

Carlos Alberto Di Franco é diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Risada

Carl Larsson
Pesquisando o que sobrou da minha lista de favoritos na troca de computadores, achei um provérbio chinês muito simpático, no site Creative Proverbs, onde se encontram ditados de mais de 300 países e culturas.

Uma casinha onde mora o riso vale mais do que um castelo cheio de lágrimas.

"A small cottage wherein laughter lives is worth more than a castle full of tears"

domingo, 28 de outubro de 2012

Google Project Glass

Óculos do Google


A dica de hoje do blog OfficeWeb é sobre a tecnologia futurista dos óculos espertos que o Google está pesquisando. Será um dispositivo semelhante a um óculos que, fixado em um dos olhos, disponibiliza uma pequena tela logo acima do campo de visão. A pequena tela apresenta a seu utilizador mapas, opções de música, previsão do tempo, rotas de mapas. Além disso, através de comandos de voz, também é possível efetuar chamadas de vídeo ou tirar fotos de algo que você esteja visualizando e compartilhar imediatamente através da internet. Mais detalhes no site Google Glass. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A Condenação do PT


de Marcos Antonio Villa (Globo, 23/10/12)

O julgamento do mensalão atingiu duramente o Partido dos Trabalhadores. As revelações acabaram por enterrar definitivamente o figurino construído ao longo de décadas de um partido ético, republicano e defensor dos mais pobres. Agora é possível entender as razões da sua liderança de tentar, por todos os meios, impedir a realização do julgamento. Não queriam a publicização das práticas criminosas, das reuniões clandestinas, algumas delas ocorridas no interior do próprio Palácio do Planalto, caso único na história brasileira.

Muito distante das pesquisas acadêmicas — instrumentalizadas por petistas — e, portanto, mais próximos da realidade, os ministros do STF acertaram na mosca ao definir a liderança petista, em 2005, como uma sofisticada organização criminosa e que, no entender do ministro Joaquim Barbosa, tinha como chefe José Dirceu, ex-presidente do PT e ministro da Casa Civil de Lula. Segundo o ministro Celso de Mello: “Este processo criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder.” E concluiu: “É macrodelinquência governamental.” O presidente Ayres Brito foi direto: “É continuísmo governamental. É golpe.”

O julgamento do mensalão desnudou o PT, daí o ódio dos seus fanáticos militantes com a Suprema Corte e, principalmente, contra o que eles consideram os “ministros traidores”, isto é, aqueles que julgaram segundo os autos do processo e não de acordo com as determinações emanadas da direção partidária. Como estão acostumados a lotear as funções públicas, até hoje não entenderam o significado da existência de três poderes independentes e, mais ainda, o que é ser ministro do STF. Para eles, especialmente Lula, ministro da Suprema Corte é cargo de confiança, como os milhares criados pelo partido desde 2003. Daí que já começaram a fazer campanha para que os próximos nomeados, a começar do substituto de Ayres Brito, sejam somente aqueles de absoluta confiança do PT, uma espécie de ministro companheiro. E assim, sucessivamente, até conseguirem ter um STF absolutamente sob controle partidário.

A recepção da liderança às condenações demonstra como os petistas têm uma enorme dificuldade de conviver com a democracia. Primeiramente, logo após a eclosão do escândalo, Lula pediu desculpas em pronunciamento por rede nacional. No final do governo mudou de opinião: iria investigar o que aconteceu, sem explicar como e com quais instrumentos, pois seria um ex-presidente. Em 2011 apresentou uma terceira explicação: tudo era uma farsa, não tinha existido o mensalão. Agora apresentou uma quarta versão: disse que foi absolvido pelas urnas — um ato falho, registre-se, pois não eram um dos réus do processo. Ao associar uma simples eleição com um julgamento demonstrou mais uma vez o seu desconhecimento do funcionamento das instituições — registre-se que, em todas estas versões, Lula sempre contou com o beneplácito dos intelectuais chapas-brancas para ecoar sua fala.

As lideranças condenadas pelo STF insistem em dizer que o partido tem que manter seu projeto estratégico. Qual? O socialismo foi abandonado e faz muito tempo. A retórica anticapitalista é reservada para os bate-papos nostálgicos de suas velhas lideranças, assim como fazem parte do passado o uso das indefectíveis bolsas de couro, as sandálias, as roupas desalinhadas e a barba por fazer. A única revolução petista foi na aparência das suas lideranças. O look guevarista foi abandonado. Ficou reservado somente à base partidária. A direção, como eles próprios diriam em 1980, “se aburguesou”. Vestem roupas caras, fizeram plásticas, aplicam botox a três por quatro. Só frequentam restaurantes caros e a cachaça foi substituída pelo uísque e o vinho, sempre importados, claro.

O único projeto da aristocracia petista — conservadora, oportunista e reacionária — é de se perpetuar no poder. Para isso precisa contar com uma sociedade civil amorfa, invertebrada. Não é acidental que passaram a falar em controle social da imprensa e... do Judiciário. Sabem que a imprensa e o Judiciário acabaram se tornando, mesmo sem o querer, nos maiores obstáculos à ditadura de novo tipo que almejam criar, dada ausência de uma oposição político-partidária.

A estratégia petista conta com o apoio do que há de pior no Brasil. É uma associação entre políticos corruptos, empresários inescrupulosos e oportunistas de todos os tipos. O que os une é o desejo de saquear o Estado. O PT acabou virando o instrumento de uma burguesia predatória, que sobrevive graças às benesses do Estado. De uma burguesia corrupta que, no fundo, odeia o capitalismo e a concorrência. E que encontrou no partido — depois de um século de desencontros, namorando os militares e setores políticos ultraconservadores — o melhor instrumento para a manutenção e expansão dos seus interesses. Não deram nenhum passo atrás na defesa dos seus interesses de classe. Ficaram onde sempre estiveram. Quem se movimentou em direção a eles foi o PT.

Vivemos uma quadra muito difícil. Remar contra a corrente não é tarefa das mais fáceis. As hordas governistas estão sempre prontas para calar seus adversários.

Mas as decisões do STF dão um alento, uma esperança, de que é possível imaginar uma república em que os valores predominantes não sejam o da malandragem e da corrupção, onde o desrespeito à coisa pública é uma espécie de lema governamental e a mala recheada de dinheiro roubado do Erário tenha se transformado em símbolo nacional.

MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Primeira Coisa Bela


A Primeira Coisa Bela
música de Mogol e Nicola Di Bari

Peguei a guitarra
e toco pra você
tempo para aprender
não o tenho e não sei tocar
mas toco pra você.

Escute esta voz
quem canta é meu coração
amor amor amor
é o que eu sei dizer
mas você me compreenderá.
Os campos estão floridos
perfumam você também
sinto vontade de morrer
não posso mais cantar
não peço nada mais.
A primeira coisa bela
que a vida me deu
é o seu sorriso jovem, é você.
Entre as árvores uma estrela
a noite se iluminou
o coração apaixonado sempre mais
sempre mais.
Escute esta voz
quem canta é meu coração
amor amor amor
é o que eu sei dizer
mas você me compreenderá.
Os campos estão floridos...

A primeira coisa bela
que a vida me deu
é o seu sorriso jovem, é você.
Entre as árvores uma estrela
a noite se iluminou
o coração apaixonado sempre mais.
Escute esta voz
quem canta é meu coração
amor amor amor
é o que eu sei dizer
mas você me compreenderá
mas você me compreenderá

domingo, 14 de outubro de 2012

A Raiz do Mensalão

domtotal
Merval Pereira (Globo, 14/10/12)
Pode até ser que o mensalão não impeça o PT de vencer a eleição para a Prefeitura de São Paulo, como indicam as primeiras pesquisas, mas me parece inegável que o partido sofrerá a médio prazo as consequências de seu desprezo pelas regras éticas na política. O PT nasceu defendendo justamente uma nova maneira de fazer política, e foi assim que chegou ao Poder, mesmo que no período anterior à eleição de 2002 já estivesse envolvido em diversas situações nebulosas nas prefeituras que vinha governando, especialmente no interior de São Paulo. 

Os assassinatos de Celso Daniel, Prefeito de Santo André, e Toninho do PT, Prefeito Campinas, são dois exemplos da gravidade dos problemas que envolviam o PT já antes de chegar ao poder central do país, com irregularidades em serviços como a coleta de lixo e distribuição de propinas para financiamento de eleições. 

Quando o escândalo do mensalão eclodiu, em 2005, dois dos fundadores do PT, o cientista político César Benjamin e o economista Paulo de Tarso Venceslau revelaram os bastidores da luta de poder dentro do partido nos anos 90 do século passado, ocasião que eles identificam como o “ovo da serpente” no qual teria sido gestado esse projeto de poder que acabou desaguando nas práticas de corrupção, aprofundadas quando o partido chegou ao governo federal. 

Coordenador da campanha de Lula a presidente em 1989, o cientista político César Benjamin garantiu que "o que está aparecendo agora é uma prática sistêmica que tem pelo menos 15 anos no âmbito do PT, da CUT e da esquerda em geral. Nesse ponto, a responsabilidade do presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu é enorme". 

O episódio do mensalão seria o desdobramento de uma série de práticas que começaram na gestão do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) no fim dos anos 90, quando Delúbio Soares foi nomeado representante da CUT na gestão do FAT. Esse tipo de prática, segundo César Benjamin, deu "ao grupo do Lula" uma arma nova na luta interna da esquerda. O esquema de Marcos Valério foi apenas um upgrade na prática de desvio de verbas públicas para financiar campanhas eleitorais. 

"Esse esquema pessoal do Lula começou a gerenciar quantidades crescentes de recursos, e isso foi um fator decisivo para que o grupo político do Lula pudesse obter a hegemonia dentro do PT e da CUT", garantiu Benjamin. 

Paulo de Tarso Venceslau, companheiro de exílio do ex-ministro José Dirceu, foi expulso no começo de 1998 depois de denunciar um esquema de arrecadação de dinheiro junto a prefeituras do PT organizado pelo advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, na casa de quem morou durante anos. 

Um relatório de investigação interna do PT, assinado por Hélio Bicudo, José Eduardo Cardozo, hoje ministro da Justiça do governo Dilma, e Paul Singer concluiu pela culpa de Roberto Teixeira, mas quem acabou expulso do partido foi Paulo de Tarso Venceslau. 

Ele identifica esse episódio como o momento em que "Lula se consolida como caudilho e o partido se ajoelha diante dele". Para ele, "o poder do Lula passou a ser quase que absoluto diante da máquina partidária. Um caudilho com esse poder, um partido de joelhos e um executor como o Zé Dirceu, só podia levar a isso que estamos vendo hoje", garante Venceslau. Segundo ele, na entrevista daquela ocasião, "evidentemente que Lula não operava, assim como não está operando hoje, mas como ele sabia naquela época, ele sabe hoje, sempre soube". 

A reação do PT ao julgamento do mensalão tem obedecido a uma oscilação que depende dos interesses políticos do partido. Da reação inicial de depressão e pedido de desculpas à afirmação de que o mensalão não passava de caixa 2 eleitoral, o então presidente recuperou forças para se reeleger. 

A partir daí, o mensalão passou a ser “uma farsa”. Agora, que o esquema foi todo revelado à opinião pública, o PT diz que o julgamento é um golpe dos setores reacionários do país contra um governo popular. O que importa é vencer a eleição no segundo turno em São Paulo, comanda José Dirceu, como sempre comandou. O mensalão não terá a menor influência no eleitorado, diz o imediatista Lula, que pensa na próxima eleição sem pensar na próxima geração. 

Os ensinamentos que o episódio poderia proporcionar ao partido, permitindo que recuperasse o rumo que, pelo menos em teoria, era o seu quando da sua fundação, vai sendo engolido pelo pragmatismo que levou o PT onde está hoje: no poder, mas em marcha batida para se transformar em mais uma legenda vulgarizada pela banalização da política.

Ironia da História


Carlos Alberto Sardenberg (Globo, 11/10/2012)
Vamos falar francamente: os jovens da esquerda revolucionária dos anos 60 e 70 nunca lutaram pela democracia? Não, pelo menos, por esta que temos hoje e que vem sendo aperfeiçoada desde 1985. Todos que participaram dos partidos, movimentos, vanguardas e alas daquela época sabem perfeitamente que se lutava pela derrubada do capitalismo e pela implantação aqui de um regime tipo cubano. E, se não quiserem ou não acreditar em depoimentos pessoais, basta consultar os documentos produzidos por aqueles grupos.

Poderão, então, verificar, que a única grande divergência entre eles estava no processo. Para alguns, a revolução comunista viria pela guerrilha a partir do campo, no modelo cubano. Para outros, o capitalismo seria derrubado pela classe operária urbana que se formava no Brasil em consequência do próprio desenvolvimento capitalista.

Derrubar o regime dos militares brasileiros não era uma finalidade em si. Aliás, alguns grupos achavam que a instauração de uma "democracia burguesa" seria contraproducente, pois criaria uma ilusão nas classes oprimidas. Estas poderiam se conformar com a busca "apenas" de salários, benefícios, casa própria, carro etc., em vez de lutarem pelo socialismo.

Pois foi exatamente o que aconteceu. E, por uma dessas ironias da história, sob a condução e a liderança de Lula! Uma vez perguntaram a Lula, preso no Dops de São Paulo: você é comunista? E ele: sou torneiro-mecânico.

Uma frase que diz muito. De fato, o ex-presidente jamais pertenceu à esquerda revolucionária. Juntou-se com parte dela, deixou correr o discurso, mas seu comportamento dominante sempre foi o de líder sindical em busca de melhores condições para os trabalhadores da indústria. Líder político nacional, ampliou seu objetivo para melhorar a vida de todas as camadas mais pobres, não com revolução, mas com crédito consignado, salário mínimo e bolsa família, bens de consumo e moradia, churrasco e viagens. Tudo pelas classes médias.

Mas por que estamos falando disso? Certamente, não é para uma cobrança tardia. É por causa do julgamento do mensalão, mais exatamente por causa das reações de José Dirceu, José Genoino e tantos outros membros do PT.

Os dois ex-dirigentes condenados deram notas escritas, cujo conteúdo tem dois pontos contraditórios. De um lado, tentam passar uma ilusão, a de que lutavam pela democracia desde os anos 60. De outro, desqualificam essa democracia ao dizer que a decisão do Supremo Tribunal Federal, poder central no regime democrático, foi um julgamento de exceção e de ódio ao PT, promovido por elites reacionárias que dominam a imprensa e a Justiça. Eis o velho discurso: a democracia é burguesa, uma farsa que só favorece os ricos.

Ao mesmo tempo, dizem que a vida do povo, dos mais pobres, melhorou e muito sob o governo do PT. Ora, em qual ambiente o PT cresceu, o presidente Lula ganhou e governou? Nesta nossa democracia que, entre outras coisas, levou a este extraordinário momento: Lula e Dilma indicaram os juízes do STF que condenaram Genoíno e Dirceu.

O movimento estudantil dos anos 60 e 70 foi uma tragédia. Foram para a política os melhores rapazes e moças. E a política, por causa da ditadura local e da guerra fria global, e mais a ideologia esquerdista então dominante na intelectualidade e na academia, levou à luta armada. Tratava-se de um tremendo engano político. Como acreditar que uma guerrilha dentro da floresta amazônica poderia terminar com a tomada do poder em Brasília? Estava claro que a nova classe operária, como os trabalhadores da indústria automobilística, com seu líder Lula, sequer pensava em Cuba, mas sonhava com o padrão de vida dos colegas de Detroit. E os sindicalistas, com posições no governo.

E assim, jovens idealistas e com o sentimento de dever, perderam a vida, foram massacrados em torturas, banidos pelo mundo, famílias arrasadas. É um milagre que tantos deles tenham conseguido recolocar de pé a vida e estejam aí prestando serviços ao país.

Mas não serve para nada tentar esconder essa história. Em vez de tentar mudar o passado, melhor seria uma revisão, uma crítica serena, favorecida pelo tempo passado. Mesmo porque, sem essa crítica, ocorrem as recaídas que, estas sim, podem perturbar o ambiente político.

Felizmente, a democracia, modelo clássico, de Ulysses, Tancredo, Montoro, venceu.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Petrópolis - Cidade Imperial

A Cidade de Pedro II

Pousada Monte Imperial Keller
Museu Imperial
Museu de Cera

Quem só viu a arborizada Petrópolis de passagem, talvez não perceba toda grandeza de seus encantos. Foi exatamente o que me aconteceu, até que me hospedei por alguns dias na Pousada Monte Imperial, na avenida Koeller, e pude bater perna, sem nenhuma pressa, pelo Centro Histórico da cidade favorita de Pedro II. Nessa região, a Catedral de São Pedro de Alcântara domina o cenário. Seu campanário pode ser visto de vários pontos da cidade, sendo iluminado à noite em tons de roxo e amarelo - enquanto os sinos tocam às 7:30 e às 18 horas, chamando para a Missa. Visitamos o Palácio de Cristal, a Cervejaria Bohemia e o interior da bela catedral.

Na visita ao Museu Imperial me encantaram a elegância de sua arquitetura, os jardins do palácio e o escritório de Dom Pedro II, onde se destaca uma luneta e o primeiro telefone do Brasil. O imperador brasileiro ficou maravilhado com a invenção de Graham Bell na exposição da Filadélfia, em 1876. Fosse hoje em dia, já estaria muito atualizado, conectando-se com os colegas cientistas através de um smartphone. Dom Pedro foi também a primeira pessoa a comprar ações da Bell Telephone Company, a companhia de G. Bell. No site da Oi, há uma história em quadrinhos para crianças sobre o encontro entre os dois na exposição da Filadélfia.

Na próxima visita a Petrópolis, voltarei ao Museu para tomar um chá, e hei de assistir à Missa das seis na catedral. Também quero conhecer a Cervejaria Cidade Imperial e o Museu do Colono, que fica fora do Centro Histórico. Mal posso esperar! No site da Livraria do Congresso Americano há um verbete dedicado à visita de Dom Pedro II aos Estados Unidos.
Catedral vista da avenida Koeller
Catedral São Pedro de Alcântara
Palácio de Cristal

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Paraty antes da FLIP


Paraty tem muitas pousadas, restaurantes, gente interessante e interessada em divulgar a cidade. Da iniciativa da inglesa Liz Calder nasceu a FLIP. Mas também há o Festival da Cachaça, do Camarão, de Cinema, de Choro e Samba, Encontro com os povos indígenas, e muitas outras festas e festivais durante o ano inteiro. Basta consultar o calendário de eventos. Pessoalmente, prefiro a cidade mais vazia e evito as épocas mais concorridas.

Estar em Paraty é uma festa. E um encontro com nosso tempo mais lento, propício à observação da natureza, da bela arquitetura colonial, das vitrines de lojas bem abastecidas de tentações para a vista e a gula. E nem pensar em deixar a cidade sem provar o sorvete Miracolo, bem instalado na praça da Igreja da Matriz. Já estou sonhando com a volta...



domingo, 24 de junho de 2012

SÃO JOÃO BATISTA

JOÃO, PRECURSOR DE JESUS CRISTO
São João Batista – Ticiano – 1542 - Academia de Veneza

João é o Precursor de Jesus Cristo e coloca a serviço dessa missão toda a sua vida. Os quatro Evangelistas não duvidam em aplicar a João o belíssimo oráculo de Isaías: Eis que eu envio o meu mensageiro para que te preceda e te prepare o caminho. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.

Contemplando hoje a grande figura do Batista, que cumpriu tão fielmente a sua missão, podemos pensar se também nós aplainamos os caminhos do Senhor, para que Ele entre na alma dos nossos amigos e parentes que ainda estão longe da sua amizade, e para que os que estão próximos se dêem mais generosamente. Nós, cristãos, somos os arautos de Cristo no mundo de hoje. “O Senhor serve-se de nós como tochas, para que essa luz ilumine... Depende de nós que muitos não permaneçam nas trevas, mas andem por caminhos que levam até à vida eterna”.

O dia de São João Batista já era celebrado no século IV. 

Copiado do Website de Francisco Fernández Carvajal (Meditação Diária de Falar Com Deus).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Corpus Christi em 2012

O dia começou nublado, fui à Missa, voltei para tomar café com um pãozinho quente do Mercado Imperial e deu aquela vontade de ficar em casa, assistindo finalmente Os Descendentes, com George Clooney. Mas quem tem amigas, tem programa. O meu de hoje era participar pela primeira vez da procissão de Corpus Christi no Centro da Cidade, saindo da Candelária. 
porta da Candelária
Santíssimo sai da Candelária
Lá fomos nós, Flor Martha e eu, com máquina de retrato e guarda-chuva, preparadas para o que desse e viesse. E veio, um toró daqueles! Mas a multidão ensopada não arredou pé. Cantamos, rezamos, agradecemos a Deus por tantas graças, já pedindo outras. 

Caminhando conosco, acompanhando o andor onde Dom Orani levava o Santíssimo, nossos bispos - destacando-se pela altura Dom Antonio Augusto Dias Duarte - muitos padres, freiras, uma longa fila de seminaristas e o pessoal das paróquias. Uma experiência valiosa e inesquecível. Deus queira que todo aquele povo receba tantas bênçãos como recebeu chuva!

Dom Antonio Augusto

segunda-feira, 21 de maio de 2012

MAIO, MÊS MARIANO, MÊS DAS MÃES

AMOR E PERDÃO
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Aconteceu em Cascadura, zona norte da cidade do Rio de Janeiro:

Uma senhora idosa teve seu único filho assassinado. Seus vizinhos, compadecidos, notaram que, a partir da tragédia, ela começou a sair com frequência, permanecendo fora muito tempo. Certo dia ela veio a falecer. Em seu velório, os vizinhos perceberam alguns policiais e souberam depois da presença do próprio assassino.

Um dia, estupefatos, descobriram a verdade: as saídas frequentes da idosa eram para visitar o assassino na prisão onde, alem de oferecer-lhe perdão, ensinava sobre Jesus Cristo, levava roupas, sabão e outros utensílios. Passou a tratá-lo como a um filho. Esse fato tornou-se conhecido por toda a prisão. Ao saber da morte da senhora, o rapaz aos prantos implorou ao chefe da carceragem para vê-la pela última vez. 

Maio é o mês Mariano, mês das mães, do amor e do perdão.

Referência: Padre Jorjão no programa “Deus é Dez” da rádio Catedral.

terça-feira, 1 de maio de 2012

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHO E DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO

SÃO JOSÉ OPERÁRIO COM JESUS CRISTO
A Obra de Gerrit Van Honthorst é um "instantâneo" de trabalho nas vidas de Jesus Cristo e de São José

"SÃO JOSÉ, enquanto trabalhava, tinha Jesus diante de si. Pedia-lhe que segurasse a madeira (no quadro, uma vela) enquanto ele a serrava. Ensinava-lhe a manejar o formão e a plaina... Quando se sentia cansado, olhava para o seu filho, que era o Filho de Deus, e aquela tarefa adquiria aos seus olhos um novo vigor, porque sabia que com o seu trabalho colaborava com os planos misteriosos, mas reais, da salvação. Peçamos-Lhe hoje que nos ensine a ter essa presença de Deus que ele teve enquanto exercia o seu ofício". 

Esse belo texto foi tirado do Website de Francisco Fernández Carvajal e pode ser encontrado também em sua coleção de livros "Falar com Deus". Essa obra do autor nos ajuda a entender e incorporar os santos evangelhos em nossa, às vezes, difícil rotina diária. 
Diante disso tudo: - Maestro! Lá maior: "A Sorrir eu pretendo levar a vida ....."

sábado, 28 de abril de 2012

O que Podemos Fazer pelo Kevin?

Relacionamento de Mães e Filhos

O nome da mãe do Kevin não podia ser mais adequado: Eva. Lembrar da “primeira mãe”, progenitora de Caim e Abel, torna mais fácil a identificação de Eva Katchadourian como símbolo das dificuldades que enfrentamos em nossos relacionamentos com os filhos. Não basta amá-los, querer o seu bem, precisamos acertar todo dia. 

Se fôssemos perfeitas, bem-humoradas, tranquilas, generosas, abertas ao diálogo, sempre disponíveis para acolher e só corrigir no tom e na medida certa, a vida seria mais fácil para todos. O mundo seria o paraíso. Talvez nem houvesse Cains e Kevins! 

Mas não fomos criadas dessa maneira, tendemos a repetir os erros familiares e inventar uns outros. A luta nossa de cada dia é combater sem trégua os próprios maus hábitos e temperamento. Melhorar como pessoa é nossa primeira missão. 

No filme de Lynne Ramsay, Kevin parecia amar o pai e odiar a mãe. Ao final viu-se que não era bem assim. Se não eliminou a mãe é porque era aquela que escolheu como interlocutora e platéia, aquela que procurava desvendá-lo. Os outros não significavam nada para Kevin. Isolado, enrolado em seus pensamentos e sentimento de soberba, pensava entender tudo e ver o mundo pela única ótica possível. Preso, provavelmente apanhando e sofrendo na prisão, já não estava tão seguro do acerto de seu raciocínio. 

Observar, ninar, ouvir, brincar, partilhar nosso mundo interior, orientar nos estudos, exigir, inspirar e corrigir os filhos, é tudo o que podemos fazer. Além, é claro, de rezar sempre por eles. Foi alguém muito esperto quem disse: “Mães de joelho, filhos de pé”. A oração nos acalma e realiza alguns milagres! Certamente é o que pode nos trazer serenidade e inspiração.

domingo, 22 de abril de 2012

SÃO JORGE

DIANTE DA CORAGEM E FÉ DE SÃO JORGE MUITOS SE CONVERTERAM
Ícone de São Jorge, Museu Cristão-Bizantino, Atenas

No passado houve muitos “pretendentes” a Messias (como Theudas; Judas Galileu; Bar Kochba, etc) cujas doutrinas caíram no esquecimento depois de suas mortes. Diametralmente e Divinamente oposto aconteceu com Jesus Cristo. Sua palavra espalhou-se pelo mundo e pelos séculos e foi grifada pelo sangue de seus mártires, como o precioso exemplo de São Jorge.

São Jorge (275-303 AD) foi soldado romano e tribuno militar do imperador Diocleciano. Certo dia, no senado, diante da eminente aprovação do extermínio de cristãos, manifestou-se contrário e testemunhou sua fé em Jesus Cristo. Todos ficaram atônitos diante de tal ousadia vinda logo de um membro da suprema corte romana.

O imperador tentou fazê-lo desistir e seus algozes infligiram-lhe os mais atrozes tormentos. Diante de sua invicta coragem e Fé, a própria mulher do Imperador se converteu e, também, muitos cristãos encontraram forças para evangelizar, mesmo com o sacrifício de suas vidas. Por fim, São Jorge inclinou a cabeça e uma espada pôs fim a sua jovem vida.

São Jorge é considerado pela igreja do Oriente como o Grande Mártir e, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de Gênova, de várias regiões da Espanha, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra. 

Eu, homem de pouca fé, necessito do testemunho de fé dos mártires de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Referências:Wikipédia e site São Jorge Guerreiro.


2º Encontro de Blogueiros Católicos do RJ

E+blog2
Diversidade, testemunho e fé na blogosfera

foto da entrada da Arquidiocese no 1º encontro
No sábado, 14 de abril de 2012, um grupo de blogueiros católicos foi convidado para uma reunião na Arquidiocese do Rio de Janeiro. Marco Cazumba e Ana Maria Galheigo nos receberam com alegria e uma organização impecável. Assistimos palestras interessantes e formativas, partilhamos um almoço gostoso. Nos intervalos ainda batemos bons papos, sempre acompanhando o café com uns bolinhos deliciosos. Já estamos sonhando com o próximo encontro! Ouvimos palavras preciosas nesse dia, destaco algumas informações:

* Entre 11 de outubro de 2012 e 24 de novembro de 2013, a Igreja celebrará o Ano da Fé. Em sua carta apostólica Porta Fidei (A Porta da Fé), o papa Bento XVI lembra-nos que a fé plasma nossa vida, deve conduzir nossos pensamentos e afetos. Todos os dias nasce para nós a possibilidade de superar os problemas, oferecer propostas à luz da palavra de Cristo. A fé que atua pelo amor torna-se um novo critério de entendimento. Como disse madre Tereza de Calcutá: "Amar é doar-se até doer".

* Quando tanto se fala de estado laico, é bom lembrar que é tarefa do estado garantir o espaço e a segurança às manifestações dos cidadãos, seja para um encontro de evangélicos, católicos, budistas, espíritas, umbandistas, ou homossexuais. 

* Todas as confissões devem estar unidas para defender a presença de Deus na sociedade. A autoridade deve respeitar todas as religiões.

* Precisamos continuar defendendo a vida humana. Nesses dias houve um retrocesso, quando 11 pessoas decidiram pelo povo brasileiro algo que era contra sua própria vontade.

* Integrantes do comitê da Jornada Mundial da Juventude 2013 foram a Madri para aprender com os erros e acertos daquela organização. A abertura da jornada no RJ (23 a 28 de julho) se dará com missa celebrada por nosso Arcebispo Dom Orani João Tempesta. Durante a semana haverá eventos culturais espalhados pela cidade, uma cerimônia de boas-vindas ao Papa Bento XVI, Via-Sacra, uma vigília e a Missa de Envio, no encerramento, quando os jovens serão enviados a evangelizarem os seus países.

* A Jornada é paga pelos próprios jovens e patrocinadores. Além dos benefícios espirituais traz importante reforço ao caixa das cidades. A empresa de auditoria Price avaliou que, pela JMJ 2011, entraram 1 bilhão de reais na Espanha, resultando em 70 milhões em impostos para Madri. 

* Há 360 milhões de blogs no mundo. São feitas 18 atualizações por segundo!

* Na foto abaixo o grupo de blogueiros do E+blog2. De perna enfaixada, o valente Paulo Moraes, que torceu o pé na chegada de São Paulo mas, mesmo mancando, veio nos falar de seu trabalho na Canção Nova. O primeiro rapaz de pé, à esquerda, é o Abilio Gonçalves, catequista de Brasília que viajou ao Rio especialmente para o E+blog2.
foto de Cristoteca

terça-feira, 17 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

MEU SENHOR E MEU DEUS


Caro irmão, existem muitos quadros clássicos que retratam a aparição de Jesus Cristo ao apóstolo Tomé. Entretanto, essa ilustração chama atenção pelo rosto do apóstolo. “Meu Senhor e meu Deus!” - "São quatro palavras inesgotáveis. A fé do Apóstolo brota, não tanto da evidência de Jesus, mas de uma dor imensa (porque duvidou). O que o leva à adoração e ao retorno ao apostolado não são tanto as provas, contudo o amor. Diz a Tradição que o Apóstolo Tomé morreu mártir pela fé no seu Senhor” – esclarece-nos admiravelmente Francisco F. Carvajal em seu livro "Falar com Deus".
Pessoalmente, ainda acho difícil perceber e compreender todos esses acontecimentos. Porém, já vejo a beleza inigualável e absoluta que existe neles. Graças a Deus!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

NÃO MATARÁS!

Me junto aos milhões de cristãos brasileiros que pedem pelos ministros e aos ministros do STF para que não liberem o aborto de anencéfalos.  Que eles, além de inteligência e conhecimento técnico, usem também de fé como elemento de decisão. A fé faz parte da natureza humana e Deus nos diz NÃO MATARÁS. Amen.

sábado, 7 de abril de 2012

DOMINGO DE PÁSCOA

Aí estão Pedro e João correndo em direção ao túmulo vazio de Nosso Senhor Jesus Cristo. O corpo havia sumido conforme lhes avisara Maria Madalena. João corre mais e chega mais rápido: “...Então, chega também Simão Pedro, que o seguia, e entra no sepulcro; vê as faixas de linho por terra e o sudário que cobrira a cabeça de Jesus...Então entrou também o outro discípulo que chegara primeiro....e viu e creu” (João 20, 2-8). Podemos acreditar na ressurreição apenas pela fé, mas como a minha é pequena (por enquanto), fui buscar ajuda na historicidade dos fatos: todos os apóstolos foram martirizados por testemunhar até o fim (menos Judas Iscariotes e João Evangelista). E esta foi uma mudança radical, pois antes eles permaneceram escondidos desde a prisão do Senhor. Feliz Páscoa para todos!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
A SORRIR, eu pretendo levar a vida, pois Jesus Cristo, através de Sua Vida e Paixão, revelou-nos o rosto de um Deus solidário ao nosso sofrimento e que nos abre à esperança de uma vida nova e feliz.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Oscar Wilde e a cidade de São Francisco

foto abroad languages

São Francisco é realmente uma cidade magnífica. A cidade chinesa, povoada de operários chineses, é a cidade mais artística que já vi. Seus habitantes orientais, estranhos e melancólicos, que certas pessoas chamariam ordinários e que realmente são muito pobres, decidiram não ter nada em redor de si que não seja belo. No restaurante chinês, onde se reúnem para jantar seus marinheiros, vi-os beber chá em xícaras de porcelana tão delicadas como pétalas de rosas, enquanto que nos hotéis suntuosos nos serviam em uma xícara de uma polegada e meia de espessura. A conta estava feita sobre papel de arroz com tinta nanquim e em caracteres fantásticos, como se um artista tivesse gravado passarinhos sobre um leque. (Oscar Wilde - Impressões de Ianquilandia, Obra Completa, 1980 - Editora Nova Aguilar)

foto Sandor Balatoni

terça-feira, 13 de março de 2012

Importância do Acompanhamento dos Estudos dos Filhos em Casa

parents guide
"Há uns quarenta anos, certo governador do Estado do Paraná visitava uma colônia agrícola recém-instalada de imigrantes coreanos. Para espanto seu, a única construção de alvenaria da povoação era a escola:

- Mas por que vocês já construíram a escola, se ainda têm que morar em barracas?
- Senhor governador, com perdão, somos agricultores, mas... não somos burros.

Mas só não haverá burrice mesmo se, depois de garantirem uma boa escola para os seus filhos, os pais cuidarem da "escola doméstica". Observava um economista que o grande arranque que experimentaram os "tigres asiáticos" resultou em boa parte da sólida instrução que se proporcionou às gerações jovens. E aqui vem o dado surpreendente: essa preparação sólida não se deveu fundamentalmente ao melhor nível técnico e pedagógico dos estabelecimentos de ensino, mas à dedicação diária dos pais no acompanhamento em casa do estudo dos filhos.

É um enfoque que se baseia numa experiência consolidada e que por isso merece reflexão. Dificilmente se supre o tempo que os pais roubam à educação e formação dos filhos em casa."
(Francisco José de Almeida - A Virtude da Ordem, editora Quadrante) 
Visual Photos

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cora Coralina - Viver Bem

do site iurirubim
Para lembrar e praticar! 

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem. 
Ela lhe disse:

Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás. Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.

Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir. (Cora Coralina)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Como Voltei para Deus - um bom motivo

de Peter Seewald

At Church, de Carl Larsson
No meu processo de aprendizagem da fé, houve alguns encontros importantes, que me mostraram passo a passo algum aspecto novo do mundo misterioso do cristianismo. Mas o meu principal motivo para voltar à religião foram os meus filhos. Tinham crescido pagãos, e certa manhã assustei-me ao cair em mim neste ponto. "Eles não saberão nada sobre o Monte Sinai", comentei desesperado com a minha mulher, "e quando lhes perguntarem sobre as bem-aventuranças, só abanarão cansadamente a cabeça. Não terão a menor noção da nossa cultura. Sobre que coisas poderemos falar daqui a uns anos? E que imbecilidade há de preencher-lhes o vácuo espiritual que certamente vai crescendo neles de dia para dia?"

Talvez eu não tenha faltado para com os meus filhos - que pensava eu - apenas por não lhes ter dado tempo suficiente para brincarmos juntos, com carinho e amor, mas por tê-los privado também de outras coisas muito mais importantes: certa firmeza, coerência e orientação. Os nossos filhos deveriam ter pelo menos a liberdade de poderem algum dia abandonar a Igreja, se assim o quisessem. Um motivo paradoxal? Sem dúvida, mas para se poder julgar alguma coisa, é preciso antes ter chegado a conhecê-la; e eu experimentava a ânsia de lhes dar alguma coisa que pudesse ajudá-los no caminho da sua vida, uma espécie de provisão de que pudessem alimentar-se mais tarde.
(Meu Deus! Como voltei para Deus - editora Quadrante)

Freedom from Fear, de Norman Rockwell

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Religião e o Fundamento da Ética


"Foi somente quando Jürgen Habermas, o decano da sociologia de esquerda, começou aos poucos a afirmar que o estado liberal não deveria negar que os seus fundamentos morais têm uma origem religiosa, que também outros ousaram sair dos seus esconderijos. Joschka Fisher chegou a dizer, no seu livro Die Linke nach dem Sozialismus (A Esquerda depois do Socialismo), que "uma ética incapaz de apoiar-se na força normativa de uma religião vinculante terá grande dificuldade em perdurar". A estas alturas do campeonato, não é preciso ser profeta para prever que o que decidirá se ganharemos ou perderemos o século XXI dependerá da atitude que tomarmos relativamente à contribuição cristã para o mundo ocidental." 
(Peter Seewald, em Meu Deus! Como voltei para Deus, editora Quadrante)

Peter Seewald é um jornalista alemão nascido em 1954, que abandonou oficialmente a fé católica em 1973 para aderir ao marxismo. Este relato aborda seu regresso à fé em Deus e à comunidade da Igreja. Um testemunho emocionante para quem crê, mas capaz de dialogar com os céticos. Peter é coautor de três livros-entrevista com Bento XVI, além de alguns ensaios biográficos sobre o Papa.

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